Policiais agora ficarão à disposição do Ministério Público e não apenas de suas respectivas promotorias
Criada há 10 anos como uma das propostas da CPI do Crime Organizado na Assembleia, a força-tarefa composta por representantes de Ministério Público (MP), Polícia Civil e Brigada Militar chega ao fim em clima de desconforto.
Embora ninguém admita, a medida desagradou aos integrantes da força-tarefa que desde ontem deixaram de contar com uma equipe exclusiva de policiais para atuar em investigações e operações da Promotoria Especializada Criminal de Porto Alegre.
A alteração é fruto do provimento 5/2.010 assinado na segunda-feira pela procuradora-geral de Justiça, Simone Mariano da Rocha. O documento determina que os 16 policiais cedidos para a promotoria e os dois para a Procuradoria de Prefeitos sejam vinculados à Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais. A cúpula do MP vai gerenciar as atividades do grupo de policiais cedidos e distribuir a eles as tarefas, de acordo com a necessidade de promotorias criminais de todo o Estado.
– Os policiais ficarão à disposição da instituição e não apenas de uma promotoria. É uma medida administrativa para ter uma visão geral das demandas. A forma anterior não atendia aos interesses do MP e da sociedade – diz o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Luiz Carlos Ziomkowski.
O subprocurador considera naturais os descontentamentos com a medida.
– É evidente que causa desconforto a uma promotoria que tinha 16 policiais e agora vai ter de trabalhar como as demais.
Indagado se a medida poderia comprometer o trabalho da Promotoria Especializada Criminal, Ziomkowski é taxativo:
– Só o tempo vai dizer se estamos certos. A instituição precisa dispor dos meios para atender a todas as promotorias.
Os policiais cedidos estão retornando às suas corporações de origem. A maioria deles pertence à Polícia Civil. Por meio de um acordo com a Chefia de Polícia, outros agentes serão cedidos, em uma espécie de rodízio. Além de uma nova equipe, o delegado Eduardo Hartz, atualmente na 19ª DP (bairro Partenon) da Capital, integrará o grupo. Por parte da Brigada Militar, o MP já conta com o coronel Léo Cunha, chefe da assessoria de segurança institucional.
A promotoria
- Com atribuição para atuar em todo o Estado, ao longo de 10 anos, a Promotoria Especializada Criminal esteve à frente de ofensivas contra crimes de grande repercussão
- Entre as ações, fraudes em concurso públicos em prefeituras, apreensão recorde de drogas sintéticas, denúncias contra vereadores que gastavam verbas públicas em passeios e contra ortopedistas que implantavam próteses irregulares, além da captura por duas vezes do ex-prefeito de Cidreira e Tramandaí Elói Sessim
Fonte: ZERO HORA
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