quinta-feira, 26 de novembro de 2009

PROJETOS DE YEDA ENFRENTAM RESISTÊNCIA ENTRE ALIADOS


Do jeito que está, não passa na Assembleia. O pacote da governadora Yeda Crusius que reajusta salários e aumenta a contribuição previdenciária dos militares provoca constrangimento até na base aliada.
Depois que milhares de PMs protestaram na terça-feira, na Assembleia – a mais contundente manifestação dos últimos 12 anos –, até os maiores defensores do governo mudaram o discurso. Afinal, se aprovarem o pacote, comprarão briga com a segunda maior categoria de servidores às vésperas da eleição de 2010. “Teremos mudanças. Os técnicos do governo já analisam uma forma para que ninguém perca nada”, adianta o deputado Coffy Rodrigues (PSDB), que virou símbolo da defesa de Yeda ao relatar a CPI da Corrupção.

O maior receio dos deputados refere-se ao projeto de lei 296, que aumenta de 7,2% para 11% a contribuição previdenciária dos militares. A medida faria com que 1,6 mil servidores, mesmo com salários reajustados, passassem a receber menos.

Coffy e outros aliados correm para que o pacote seja votado ainda este ano. Mas, da forma como o conjunto de medidas repercute nas bancadas, a possibilidade é remota. “O governo não soube negociar, nem com as categorias nem com a Assembleia.

Deu a entender para a opinião pública que seria um grande aumento para os militares, e o que se vê é bem diferente”, diz o deputado Cássia Carpes (PTB). Principal idealizador das medidas, o secretário estadual do Planejamento, Mateus Bandeira, rejeita as críticas, se mostra resistente a mudanças e promete provar a competência do pacote. Segundo ele, quem teria perda nos salários são apenas servidores que, amparados por liminares, não descontam nada para a Previdência. Bandeira se mostra inconformado com a rejeição da base aliada e assegura que as associações de classe da Brigada divulgam “informações que não existem”.”

Talvez tenha que se voltar à estaca zero. Parece que o diálogo com as categorias não funcionou”, diz o deputado Jerônimo Goergen (PP), sintetizando o sentimento dos aliados. Outra controvérsia do pacote envolve níveis intermediários da Brigada.

O fato de coronéis e majores receberem um aumento de 19,9%, referente às Leis Britto, revolta tenentes, sargentos e capitães – que, embora já tenham recebido este reajuste, sentem-se no direito de ganhar mais. Mas, no pacote, o governo só prevê bônus salarial para soldados em início de carreira, cujos vencimentos passariam de R$ 1.007 para R$ 1,2 mil. “Muito difícil esses projetos passarem ainda este ano. É uma discussão que demora um pouco”, resume o líder da bancada do PMDB, Gilberto Capoani.

PORTO ALEGRE VENDEDORES DE ILUSÕES (COLUNA DE ROSANE DE OLIVEIRA PÁGINA 10 Página 14) “Uma Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou ontem uma proposta de emenda constitucional que, se fosse viável, seria o paraíso para os PMs de todo o Brasil.

A PEC 300 prevê equiparação salarial para policiais militares do país tendo como parâmetro os vencimentos da PM do Distrito Federal. Isso significa salário inicial de R$ 4,5 mil para os soldados e de R$ 9 mil para o primeiro posto de oficial. O projeto é extensivo a inativos e pensionistas. Presidente da comissão, o deputado José Otávio Germano está comemorando a aprovação, mas não diz de onde sairá dinheiro para Estados quebrados como o Rio Grande do Sul quase quadruplicarem o salário dos soldados e aumentarem significativamente os demais”.

O SUL GOVERNO GAÚCHO DISCUTE MUDANÇAS NO REAJUSTE DE SALÁRIOS DO MAGISTÉRIO E DA BRIGADA MILITAR

O governo gaúcho começou a discutir mudanças em projetos que reajustam salários de servidores do magistério e da Brigada Militar. Diante da resistência das categorias, são estudadas alternativas para a aprovação das matérias. O líder do governo na Assembléia Legislativa do RS, deputado Pedro Westphalen (PP), afirmou que a intenção dessa discussão é fazer uma melhoria, buscar um acordo e não causar tensão.

PORTO ALEGRE PEC 300 VAI AO PLENÁRIO (COLUNA DE FLAVIO PEREIRA CADERNO COLUNISTAS CAPA)

“O texto que prevê a equiparação salarial para policiais militares do País tendo como parâmetro os vencimentos da PM do Distrito Federal foi aprovado ontem na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Presidente da Comissão, o deputado José Otavio Germano intermediou o acordo entre os parlamentares para a votação dos destaques que modificaram o texto do relator. Após vários debates, ficou acordado que a equiparação salarial da Brigada Militar e dos Bombeiros Militares não poderá ser inferior à da Policia do Distrito Federal. Já o piso salarial será calculado tendo como referência o valor de R$ 4.500,00 para a menor graduação e de R$ 9.000,00 para o menor posto. O texto é extensivo também aos inativos e pensionistas. Agora, a PEC será encaminhada para análise do plenário da Câmara dos Deputados”.

VALE A PENA TENTAR DE NOVO (COLUNA DE BEATRIZ FAGUNDES CADERNO COLUNISTAS CAPA)

“O novelão sem conteúdo e extemporâneo estrelado pelo governo pode ser reduzido a meia dúzia de capítulos. Menos mal, evita-se o desgaste. Pelo que consta, a base aliada já convenceu o Piratini a retirar os projetos de mudanças nas carreiras dos professores e dos brigadianos.” “Desde o lançamento festivo do pacotaço salarial do Piratini dirigido à família brigadiana, não obstante ser recebido com euforia por setores da mídia que, fugindo do cerne da informação, lideram as comissões de aplauso, este humilde marquês tem abordado a repercussão negativa, junto à imensa maioria dos PMs, das medidas propostas para serem votadas no Legislativo. Desde terça-feira última, diante da real e visível mobilização dos policiais militares na Assembléia Legislativa, as comissões de aplauso acordaram para a gravidade do momento e, assim mesmo, em suas análises, confundem assembléia geral com movimento paredista, misturam estado de greve com baderna, e, mais do que isso, incentivam a ação de batalhões especializados a realizarem a repressão contra trabalhadores que, simplesmente, tentam sair da vexaminosa faixa dos mais baixos salários do País.

E nesta moldura, a tendência do governo é a de levar a Brigada de última para a penúltima remuneração no concerto das policias militares brasilerias. Sigam-me. AS BOTAS Afirmei ontem, aqui da minha torre, que a Brigada não fará greve, e isso não é uma decisão de seu comando, e sim da própria tropa, que sabe da responsabilidade que tem com a sociedade. Mas o estado de greve é verdadeiro, pois simboliza que a família brigadiana é uma força viva, com lideranças plenamente esclarecidas, que não obstante a sua permanência no cumprimento de suas funções, não lamberá as botas daqueles que a vêm tratando de engodo em engodo, de remendo em remendo. INCINERAÇÃO Ontem, em uma siderúrgica de Charqueadas, o Denarc realizou a maior incineração de drogas desde 1997. A destruição totalizou seis toneladas, entre maconha, cocaína, crack, haxixe, pó branco, pés de maconha e ecstasy. As apreensões foram realizadas pela Policia Civil e Brigada Militar.”

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Vídeo de suposta agressão policial causa polêmica



O episódio acima (clique no vídeo para assistir) já deve ter ocorrido centenas de vezes na rotina policial. Um agente vai prender alguém, uma janela é quebrada pelo (ou com o, para alguns) detido e a polêmica da violência policial está acesa. No caso do vídeo acima, são mais de 45 mil visualizações em menos de dois dias e 435 comentários.

Tudo aconteceu no último sábado quando um policial foi retirar Michael Gibson, 37 anos, de um trem nos Estados Unidos. Como se pode ver, o policial conduz Gibson, que estava embriagado, até uma janela. O detido bate nela e acaba sangrando, assim como o policial, que também se feriu.

Ângulo e qualidade do vídeo não nos permitem ter mais detalhes.

Em épocas de dispositivos de gravação amplamente difundidos, um caso como este – que, convenhamos, poderia passar por acidente (será que alguém sangraria se em vez de uma janela houvesse somente uma parede?) – resultou em uma investigação interna sobre a conduta do oficial.

Não que eu seja a favor do uso excessivo de força policial. Creio que concordamos que a violência nunca é boa.

O que eu gostaria de ressaltar, porém, é que com a possibilidade de ser mais do que observador cada cidadão se converte num “fiscal” de deslizes de conduta de qualquer outra pessoa – seja autoridade, seja cidadão comum. Assim como aparentemente ninguém no vagão interpretou a ação como uso de força indevida proposital, é possível que o próprio policial tenha encarado a ação como normal.

Mas, com uma câmera “no cangote”, de uma pequena assistência de pessoas diretamente envolvidas no fato – aqueles que eram incomodados pelo bêbado no trem – o policial passa a ser alvo do julgamento de mais de 45 mil pessoas, e contando.

Está certo, está errado? Não sei. Mas se eu fosse este policial, mesmo que inocentado, na próxima vez que
um bêbado incomodasse no trem, nem dava bola.

Assembleia da BM rejeita pacote do governo estadual


A assembleia geral dos Servidores de Nível Médio da Brigada Militar, realizada na Assembleia Legislativa do RS, hoje (24/11), às 10 hs, rejeitou o pacote de projetos que o governo estadual enviou ao Legislativo. Com a presença de aproximadamente 900 pessoas, na maioria do interior, os soldados, sargentos, subtenetes, tenentes e capitães votaram contra a aceitação de todas as propostas encaminhadas aos deputados em regime de urgência. Foi definido, ainda, que as entidades da BM farão manifestações juntamente com outros sindicatos de servidores estaduais que são atingidos pelo pacote. Caso os projetos não sejam retirados nem modificados, a ação será para impedir a votação das propostas pelos deputados.

Diversos parlamentares compareceram a assembleia dos militares estaduais e empenharam a palavra pela derrubada das intenções da governadora. A única manifestação destoante foi do deputado Nelson Marquezan Jr.(PSDB) que disse apoiar a iniciativa do Executivo, além de fazer críticas a aprovação de outros aumentos que não partiram do governo, mas foram aprovados pelos deputados. Afirmaram que votarão contra o projeto os deputados: Raul Pont(PT), Elvino Bohn Gass(PT), Alberto Oliveira(PMDB), Dionílso Marcon(PT), Fabiano Pereira(PT), Marquinho Lang(Democratas), Adroaldo Loureiro(PDT), Heitor Schuch(PSB), Edson Brum(PMDB), Cássia Carpes(PTB). Enviaram representantes também para mostrar apoio aos trabalhadores os deputados Alceu Moreira(PMDB) e Carlos Gomes(PRB). Dentre as várias manifestações dos deputados, ganhou destaque a afirmação de que a governadora Yeda Crusius está enganando a população com uma propaganda positiva de algo que é prejudicial. O peemedebista Alberto Oliveira disse que, “falta ao governo disposição para o entendimento... fazer algo que seja conquista...”. Já, Marquinho Lang destacou: “quem pensava que em 1994 foi o pior projeto para BM se enganou. Esses projetos são piores. Querem acabar de vez com a BM. O parlamentar revelou também que houve tentativas de desmarcação do espaço para realização da assembleia dos brigadianos como forma de pressão.

Para impedir que a categoria se mobilize, o comando da BM ordenou para que fossem realizadas formaturas e operações especiais, atos que foram denunciados na chegada ao parlamento. O coronel Trindade ainda foi responsabilizado pelo engodo aos brigadianos, pois foi através dele que as entidades acreditaram que as propostas seriam boas para todos, mas somente os oficiais superiores foram beneficiados.

A ABAMF e a ASSTBM receberam o apoio do CPERS Sindicato, UGEIRM, Sindicaixa, Sindi Ipê, Sidicivis, entre outras representações que lutam para evitar o prejuízo aos funcionários públicos como o fim dos triênios, da licença prêmio, promoções, entre outros. O CPERS já está acampado em frente ao Palácio Piratini. Na tarde de hoje, acontece uma reunião envolvendo diversas representações com o objetivo de programar ações conjuntas para a retirada do pacote Yeda. A grande luta dos sindicatos e associações é contra a cassação de direitos que estão em lei.

Ao final da assembleia, o líder do governo, deputado Pedro Westphalen (PP), foi informado pelos presidentes Leonel Lucas (ABAMF) e Aparício Santellano (ASSTBM) da decisão da categoria. O pedido de retirada dos projetos será levado pelo representante governista à governadora Yeda Crusius ainda hoje.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

GOVERNO YEDA QUER ACABAR COM DIREITOS HISTÓRICOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Governo Yeda protocolou nesse dia 18/11 na AL RS a PEC 200 que pretende acabar com conquistas históricas dos servidores públicos.

Conheça a proposta:

Proposta de Emenda à Constituição nº 200 /2009
Poder Executivo Revoga o § 3° do artigo 31 e os §§ 3° e 4° do artigo 33 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul.

Art. 1º - Ficam revogados o § 3º do artigo 31 e os §§ 3º e 4º do art. 33 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul.

Art. 2º - Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação.

Conheça os direitos que serão perdidos

Art. 31

Parágrafo 3º; - As promoções de grau a grau, nos cargos organizados em carreiras, obedecerão aos critérios de merecimento e antigüidade, alternadamente e a lei estabelecerá normas que assegurem critérios objetivos na avaliação do merecimento.

Art. 33

Parágrafo 3º; - As gratificações e adicionais por tempo de serviço serão assegurados a todos os servidores estaduais e reger-se-ão por critérios uniformes quanto à incidência, ao número e às condições de aquisição, na forma da lei.

Parágrafo 4º; - A lei assegurara ao servidor que, por um qüinqüênio completo, não houver interrompido a prestação de serviço ao Estado e revelar assiduidade, licença-prêmio de três meses, que pode ser convertida em tempo dobrado de serviço, para os efeitos nela previstos.

Eis ai, um novo jeito de governar!!!


Fonte: TRIBUNO DOS SOLDADOS

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Quanto custa um Brigadiano? Quanto vale um Cidadão?



Não! Não espere que venhamos aqui desfiar um enorme rosário de razões para pagar um bom salário a um Soldado da Brigada Militar. Do mesmo modo, não vamos desfiar o batido rosário sobre os colossais salários pagos à classe política neste país, nem da discrepância entre eles e o salário mínimo. Vamos falar de algo mais simples: QUANTO CUSTA O TRABALHO DE UM SOLDADO? (para o Soldado)

Faz tempo que o PM gaúcho vem sofrendo uma defasagem gigantesca em seus vencimentos. O próprio governo admite isto sem questionar. Mas também se defende atrás da barreira do que considera sustentável e possível de pagar a uma categoria com uma quantidade tão grande de servidores, e que gera um impacto de milhões a cada real de aumento em seus vencimentos. Ocorre que dentro deste binômio, necessidade/possibilidade, está havendo um lapso imperdoável: Segurança Pública tem um preço incalculável.

E parece que a estratégia do Governo do RS tem sido utilizar o viés do liceu militar para estancar aos gemidos sobre as dores salariais de uma categoria judiada pela queda violenta de qualidade de vida. E não gostaríamos nada de acreditar que se trata de uma esperta manobra essa cencessão de gratificações e aumentos de salário às classes gestoras da corporação como estímulo para controlar a tropa descontente, que é hierarquicamente subordinada, pois certamente seria uma prática desumana e imoral. Mas nem de longe queremos imaginar uma coisa dessas, não é mesmo?

Podemos tomar como exemplo uma obra pública, onde a segurança estrutural de uma edificação envolve riscos à vida e integridade de pessoas. Precisa-se saber que ela tem um CUSTO MÍNIMO de operatividade, de qualidade de material e mão-de-obra. Não é por se ter limitação em caixa que se DESTINA VERBA INSUFICIENTE, ou se compra material de baixa qualidade, tão pouco se contratam profissionais não qualificados para o planejamento e execução. HÁ UM LIMITE, e esse limite é conhecidamente respeitado.

... Pois bem, o limite já foi ultrapassado quando falamos de algo sensível como a SEGURANÇA DA SOCIEDADE, que está sendo paleteada nas ruas, pelos ombros já estreitos, mal alimentados e mal dormidos dos PMs, que há tempos vêm dobrando turnos em empregos alternativos, a fim de complementarem suas rendas e sustentarem seus filhos, que outrora, foi um direito de qualquer cidadão.

Mas não sejamos hipócritas: Não há serviço neste país com um grau mais elevado de risco do que o de um soldado Brigadiano. Risco de morte, risco de trauma permanente, risco de punições arbitrárias e de acusações infundadas por qualquer pessoa mal-intencionada, o que gera seu afastamento de funções e de boa parte de seus proventos, ainda que inocente. Mesmo quando é absolvido o PM, os custos de sua defesa (por ele pagos) não são restituídos por ninguém!

Esses riscos, senhores, são pagos por um salário mais baixo do que o de um motorista, cobrador de ônibus, ou vigilante.

Pois bem... É neste ponto que pode afirmar-se sem muito medo de errar: A estrutura da obra está comprometida sim; MAS O RISCO ESTÁ SENDO CORRIDO É PELA SOCIEDADE como um todo, que está sendo protegida por um policial desprotegido, com auto-estima profundamente abalada, e desprestigiado pela própria sociedade, por ter de vender sua dignidade por meia dúzia de reais, oferecendo segurança privada (atividade que lhe é vedada por lei!) ao comércio. Talvez também devesse ser vedado ao Policial Militar, e por lei, ter filhos que necessitem de roupas, escolas, brinquedos e comida.

Não se pode negar. A SOCIEDADE ESTÁ NA MÃO DESSES PMs, quer queiramos ou não, até que algo mais eficiente que eles, para garantir a segurança pública, seja inventado (e será?).

Portanto, cabe ao governo prever que se um servidor de confiança tem uma faixa salarial compatível com sua responsabilidade, bem como qualquer outro servidor público, é conclusivo e óbvio que a sociedade e o governo vêm contando com um Brigadiano que trabalha praticamente por nada, calcado na boa vontade e garra dessas mulheres e homens que atuam muito mais por amor à camiseta do que por qualquer outra razão.

Mas acreditem: A Boa Vontade está chegando ao fim. Cães, mesmo que fiéis, quando famintos, não são boas companhias para crianças indefesas. Do mesmo modo homens armados com a dignidade ferida, com sono, cansados física e moralmente, não são boa companhia para cidadãos à espera do que têm direito: Segurança.

Se o Estado não pode prever isso, ninguém mais pode. Podem pagar milhões aos Deuses e Generais da Brigada Militar para que calem todos os Soldados Brigadianos que recebem o pior salário do Brasil em troca de suas vidas e dedicação. Mas não poderão gerenciar os problemas gravíssimos que a sociedade virá a sofrer por esta prática imprudente de Economizar na Segurança da comunidade gaúcha.

Ao fim de tudo, não se deve esquecer: Eles todos, inclusive os Brigadianos, são eleitores também.

Por: Ricardo Vieira zericardovieira@gmail.com


sábado, 14 de novembro de 2009

SOBREVIVÊNCIA POLICIAL

SEM PALAVRAS



A imagem é forte, mas é para chocar, mesmo.

ORIGEM DOS DADOS

 Dados estatísticos oriundos do estudo detalhado de confrontos armados, relatados em pesquisas anuais de diversos departamentos de polícia norte americanos, inclusive o FBI, envolvendo ações de alto risco.

 Nos EUA, três em cada quatro dias são relatados através de rádios, telex e informes mortes de policiais em serviço.
 A conclusão que se chegou foi que: muito tempo e esforços são gastos para enterrar decentemente um policial do que para mantê-lo vivo.

OBJETIVO
 Entender a dinâmica de um confronto armado na vida real.
 Convencer o policial de que seu trabalho é REALMENTE perigoso e doutriná-lo a reconhecer e proceder corretamente diante de uma situação de risco.

A CONSTRUÇÃO DO ENGANO
 Há tempos a mídia mostra uma dinâmica de confrontos armados que pouco tem a ver com a realidade, o que faz com que inconscientemente tenhamos um entendimento errado sobre combates com armas de fogo.
 84% dos tiros disparados na TV ou no cinema erram seus alvos.
 Apenas 8% causam ferimentos ou morte, (e nestes casos, o efeito de projéteis de armas de fogo no corpo humano são totalmente distorcidos)
 8% restantes são aqueles que mesmo atingindo o alvo não causam danos de acordo com a realidade do fato
 Um fato que foi observado: a falta de treinamento e adestramento constante do policial, e o pior, um treinamento equivocado.
 Nas academias de polícia, estudos mostram que 70% dos alunos nunca tiveram qualquer contato anterior com armas de fogo e mesmo depois de formados não tiveram adestramento suficiente para utilizarem adequadamente suas armas em situações reais.

A REALIDADE
 40% dos policiais mortos em serviço não tiveram treinamento ou prática de tiro durante três anos após terem efetuado o último disparo em treinamento.
 Muitos dos que tombaram em serviço eram excelentes atiradores no estande.
 Diferente da prática no estande, na vida real o seu alvo se move e atira de volta em você.
 Em 60% dos casos de morte de policiais, estes se encontravam tão despreparados para a situação que os matou que nem sacaram suas armas.
 Desses somente 27% atirou de volta.
 E desses 27%, apenas 13% conseguiu atingir ou incapacitar seu agressor.
 E ainda 70% dos policiais atingidos que responderam ao fogo não conseguiu neutralizar seu alvo.
 Sendo que em 20% destes casos, os policiais foram mortos com suas próprias armas, tomadas de suas mãos ou dos coldres.
 Estudos mostram que há 40% de chance do bandido atingir o policial. Nesses casos o bandido atirou primeiro, o que quer dizer que há motivações suficientes para que o bandido atire.
 Em 60% dos casos onde morreram policiais, os criminosos envolvidos eram profissionais e já tinham passagens anteriores pela polícia.

A DESVANTAGEM
 Suas viaturas são ostensivas
 Seus uniformes denunciam sua presença
 Os agressores não têm que justificar seus atos

IMPORTANTE
 Questões morais, psicológicas e religiosas devem ser resolvidas ANTES do confronto.
 Pode ser que a qualquer hora, em qualquer lugar e sem aviso prévio, você tenha que atirar em alguém para assegurar sua própria vida ou de outros.
 No trabalho policial NÃO há garantias. A próxima missão poderá ser mais uma missão de rotina ou pode ser aquela em que você será testado sobre tudo o que aprendeu.

O DESCUIDO
 Um policial bem adestrado precisará de, no mínimo, 1 a 1,2 segundos para sacar e atirar, enquanto o agressor apenas de milésimos de segundos para atirar se já estiver com arma em punho (lembrando que nas situações rotineiras dificilmente o policial terá sua arma em punho).
 UM DADO IMPORTANTE: mais de 70% dos confrontos armados fatais para policiais ocorrem durante missões aparentemente rotineiras.
 Um em cada dez policiais mortos estava de folga e isto quer dizer que uma vez que você é policial você se torna um alvo durante as 24 horas do dia.

CONDICIONAMENTO MENTAL
 A sobrevivência está relacionada diretamente ao Estado de Alerta.
 O preparo mental consiste em visualizar e ensaiar mentalmente suas ações de modo a planejar reações em função das ações dos criminosos.

ESTADOS DE ALERTA
CÓDIGO BRANCO
Estado Relaxado
 Distração com o que ocorre ao redor. Relaxamento. Pensamento disperso.
 Pode ser ocasionado por cansaço.
 Acredita-se que não há possibilidades de problemas.
 Você está despreparado para um eventual confronto.

ESTADOS DE ALERTA
CÓDIGO AMARELO
Estado de Atenção
 Você está atento, precavido, mas não tenso.
 Mantém vigilância (360º) de pessoas, lugares e ações ao redor.
 Não há identificação de ato hostil, mas está ciente que uma agressão poderá ocorrer.
 Está preparado para empregar ações adequadas e compatíveis em caso de ameaça.

CÓDIGO LARANJA
Estado de Alerta
 O problema já existe e você está ciente de que um confronto é provável.
 Tenha um planejamento tático em mente.
 Identifique pontos de abrigo e pessoas que possam representar ameaça.
 Avalie as prováveis reações e pense em termos de controlar a ameaça com arma de fogo, se necessário.
 O código laranja diminui os riscos de ser surpreendido.

CÓDIGO VERMELHO
Estado de Alarme
 O risco é real e a reação instantânea é necessária.
 Focalize a ameaça e tenha em mente a ação necessária para controlá-la, seja com intervenção verbal, força física ou força letal conforme a situação exigir.
 Apesar da emergência, a decisões devem ser racionais.

CÓDIGO PRETO
Estado de Pânico
 A ameaça se mantém por um tempo prolongado.
 Enfrenta-se um perigo para o qual não está preparado.
 Nesta situação o descontrole é total podendo produzir paralisia (congelamento) de ações, ou fazer com que se reaja incorretamente: partir para cima, correr desesperadamente ou simplesmente se entregar).
 Sua mente está em “apagão”.
 Este estado mental não proporciona condições de defesa.

TENHA SEMPRE EM MENTE
 A sobrevivência começa muito antes do momento em que se precisa atirar. Se esperarmos até esse momento para pensar no que fazer, sobreviver será apenas questão de sorte.

PADRÕES DO COMBATE COM ARMAS DE FOGO
 85% das distâncias nos confrontos armados são menores que 6 metros.
 A maioria dos policiais mortos em serviço estava a uma distância de no máximo 3 metros.
A parte restante estava a menos de 2.

BAIXA LUMINOSIDADE
 Duas em cada três vezes o confronto se dará em locais escuros ou de baixa luminosidade. Na maioria das vezes, não haverá condições de enxergar alça e maça de mira quando for efetuar disparos.

TEMPO É FATOR CRUCIAL
 O tempo dos tiroteios (em quase 100% dos casos) não foi maior que três segundos e três tiros disparados foi a média calculada, contando-se os disparos do agressor e do policial.
 Em quase todos os casos, os disparos iniciais determinaram o resultado final do confronto.

REAÇÕES INESPERADAS
 É importante ter a ciência que a reação de um indivíduo ao levar um ou mais tiros depende de seu estado psicológico.
 Nem sempre, um disparo dito certeiro pode incapacitar instantaneamente um indivíduo.
 Alguns indivíduos atingidos por múltiplos disparos continuam lutando contra a polícia
 Outros podem sucumbir apenas com um único disparo de raspão
 Isso se deve a histamina dos seus cérebros
 Pesquisas médicas comprovam que cerca de 20% dos indivíduos atingidos por um único disparo não ficam incapacitados (neutralizados), mesmo quando atingidos em áreas letais.
 Na prática, estão mortos, mas ainda não sabem disso. Cerca de 13% deles resistem por até 5 minutos, e 7% resistem até mais.

FATORES DA SOBREVIVÊNCIA
(Sistema de Defesa)


Preparo Físico





                      Tática/Condicionamento     Técnica Mental



SÍNDROME DE “SUPER HOMEM”
 O fato de executar missões arriscadas sem qualquer anormalidade por anos a fio faz com que alguns policiais incorporem uma idéia de que são indestrutíveis, inatingíveis e o pior, passa a não considerar ser ferido ou morto.
 Essa atitude faz com que ele coloque em risco não só a sua vida, como a de seus companheiros.
Os maiores inimigos do policial são:
A rotina e o excesso de confiança.

MANTENHA-SE TREINADO!
 Sob pressão, você instintivamente agirá de acordo com aquilo que treinou.
 Treino exige tempo e dedicação e por mais simples que sejam as técnicas e procedimentos de sobrevivência, elas exigem treinamento.
 Procure treinar o mais próximo da realidade possível e em condições de estresse.
 Mantendo um bom condicionamento físico, planejando e treinando adequadamente você evitará erros cometidos por outros que já morreram e aumentará em muito sua chance de sobreviver num confronto armado.

MANDAMENTOS
 1) O policial não é um super-homem;
 2) Jamais saia para as ruas sem antes checar sua arma;
 3) Durante uma troca de tiros, procure manter-se abrigado;
 4) Se o inimigo está no seu campo de visão, você também estará no dele;
 5) Nunca atire desnecessariamente, pois isto poderá colocar a vida de terceiros e a missão em risco;
 6) Seja humilde para receber informações que possa lhe salvar a vida;
 7) O policial precisa acreditar em todas as missões que lhe são confiadas, por mais simples que possa lhe parecer, ela pode tirar-lhe a vida;
 8) O trabalho em equipe é sempre o melhor trabalho;
 9) Seja profissional, sempre respeitando a capacidade de ação do inimigo;
 10) Não tome atitudes para as quais não foi preparado.

POLICIAIS, UNI-VOS !

TASER - Não saia do quartel sem ela



Este é o TASER - modelo M26 - versão exclusiva para as Forças Armadas, Órgãos de Segurança Pública, Guardas Municipais e Empresas de Vigilância Privada autorizadas a utilizar armamentos.


Você alguma vez na vida já se sentiu completamente impotente e dominado frente a uma ou mais pessoas, sem ter a menor, mas a menor mesmo, possibilidade de reação, embora tentasse de todas as formas reagir?

Não?

Bom, nesse caso é porque você ainda não conhece a arma TASER, a única e exclusiva tecnologia não-letal - ou menos letal, como diria nosso instrutor, Capitão Barcellos - que reduzirá drasticamente os índices de mortes e seqüelas e, muito mais do que isso, irá permitir ao Policial agir em situações onde este hesita.

Na semana que passou, tivemos o prazer – em certos momentos nem tanto – de poder conhecer e treinar com esta nova arma, na 7ª Edição do Curso de Operador TASER, realizado na sede do CRPO/Sul em Pelotas. Com aulas teóricas que duraram o dia inteiro sobre Direitos Humanos, pronto-socorrismo, legislação e teóricas e práticas sobre a operação com a arma tivemos a certeza de que este é um dos melhores investimentos em segurança pública dos últimos tempos.

Segurança para todos, desde o policial que opera a arma e seus colegas até o criminoso, que fica impossibilitado de reagir ou fugir, diminuindo praticamente a zero as chances de lesões em ambos os lados, desde que observado alguns requisitos de segurança.

Nós, que tivemos a oportunidade de sentir na pele, nos músculos, nos ossos, nos nervos, enfim, no corpo inteiro o efeito de um disparo da arma temos a convicção inabalável de que é impossível qualquer reação por parte de um criminoso atingido pelos dardos energizados, não tendo a menor importância o fato de quão forte ou drogado esteja. A paralisia neuromuscular e a conseqüente queda ao solo são inevitáveis e os cinco segundos de ação da arma (prorrogáveis, obviamente), parecem uma eternidade. Normalmente um criminoso não quer sofrer uma segunda descarga.


O resultado é paralisação imediata, seguida de queda, caso o agressor esteja de pé. O objetivo do TASER é, portanto, criar uma "janela" de tempo suficiente para que o policial possa algemar o criminoso, levá-lo preso e/ou solicitar apoio, caso necessite.

A tecnologia usada na TASER é impressionante e não se trata de uma arma de choque. Na verdade a arma quando atinge o alvo, imediatamente emite impulsos elétricos, os chamados T Waves similares às ondas cerebrais que o cérebro envia ao corpo. Quando o corpo recebe de fonte externa uma emissão de Ondas T, esta se sobrepõe às Ondas T emitidas pelo cérebro humano e, assim, há a interrupção da comunicação do cérebro com o corpo, gerando a paralisação total e imediata dos movimentos.


Sistema Nervoso Central         Ondas TASER - T Waves

Eu espero que todos possam fazer o curso. Sei que nem todos têm vontade, principalmente por causa da oportunidade ímpar de sentir o efeito da arma, mas com certeza depois de conhecê-la e saber a importância que a TASER tem para nosso cotidiano policial, ninguém mais irá querer sair às ruas para o serviço sem que pelo menos um colega esteja por perto com o equipamento.