sábado, 14 de novembro de 2009

TASER - Não saia do quartel sem ela



Este é o TASER - modelo M26 - versão exclusiva para as Forças Armadas, Órgãos de Segurança Pública, Guardas Municipais e Empresas de Vigilância Privada autorizadas a utilizar armamentos.


Você alguma vez na vida já se sentiu completamente impotente e dominado frente a uma ou mais pessoas, sem ter a menor, mas a menor mesmo, possibilidade de reação, embora tentasse de todas as formas reagir?

Não?

Bom, nesse caso é porque você ainda não conhece a arma TASER, a única e exclusiva tecnologia não-letal - ou menos letal, como diria nosso instrutor, Capitão Barcellos - que reduzirá drasticamente os índices de mortes e seqüelas e, muito mais do que isso, irá permitir ao Policial agir em situações onde este hesita.

Na semana que passou, tivemos o prazer – em certos momentos nem tanto – de poder conhecer e treinar com esta nova arma, na 7ª Edição do Curso de Operador TASER, realizado na sede do CRPO/Sul em Pelotas. Com aulas teóricas que duraram o dia inteiro sobre Direitos Humanos, pronto-socorrismo, legislação e teóricas e práticas sobre a operação com a arma tivemos a certeza de que este é um dos melhores investimentos em segurança pública dos últimos tempos.

Segurança para todos, desde o policial que opera a arma e seus colegas até o criminoso, que fica impossibilitado de reagir ou fugir, diminuindo praticamente a zero as chances de lesões em ambos os lados, desde que observado alguns requisitos de segurança.

Nós, que tivemos a oportunidade de sentir na pele, nos músculos, nos ossos, nos nervos, enfim, no corpo inteiro o efeito de um disparo da arma temos a convicção inabalável de que é impossível qualquer reação por parte de um criminoso atingido pelos dardos energizados, não tendo a menor importância o fato de quão forte ou drogado esteja. A paralisia neuromuscular e a conseqüente queda ao solo são inevitáveis e os cinco segundos de ação da arma (prorrogáveis, obviamente), parecem uma eternidade. Normalmente um criminoso não quer sofrer uma segunda descarga.


O resultado é paralisação imediata, seguida de queda, caso o agressor esteja de pé. O objetivo do TASER é, portanto, criar uma "janela" de tempo suficiente para que o policial possa algemar o criminoso, levá-lo preso e/ou solicitar apoio, caso necessite.

A tecnologia usada na TASER é impressionante e não se trata de uma arma de choque. Na verdade a arma quando atinge o alvo, imediatamente emite impulsos elétricos, os chamados T Waves similares às ondas cerebrais que o cérebro envia ao corpo. Quando o corpo recebe de fonte externa uma emissão de Ondas T, esta se sobrepõe às Ondas T emitidas pelo cérebro humano e, assim, há a interrupção da comunicação do cérebro com o corpo, gerando a paralisação total e imediata dos movimentos.


Sistema Nervoso Central         Ondas TASER - T Waves

Eu espero que todos possam fazer o curso. Sei que nem todos têm vontade, principalmente por causa da oportunidade ímpar de sentir o efeito da arma, mas com certeza depois de conhecê-la e saber a importância que a TASER tem para nosso cotidiano policial, ninguém mais irá querer sair às ruas para o serviço sem que pelo menos um colega esteja por perto com o equipamento.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O Fim da Brigada Militar


A Asof abandonou a luta por melhorias salariais e a manutenção dos direitos adquiridos por todos os Brigadianos. Foram "calados" por míseros 19% de aumento e agora deixaram ASSTBM e ABAMF sozinhas. Pelo menos uma voz entre os Oficiais se pronuncia e num quase desabafo, demonstra sua indignação.



Por Rafael Monteiro Costa - Capitão (Post retirado do site da Asof)



Faço parte da entidade de classe dos Oficiais a 5 anos. Neste período, se alguma contribuição pude dar a nossa classe foi a manutenção de nossa previdência. Pois entregamos por reles "19,9%" para os Oficiais superiores. Que vergonha. Agora que estamos na iminência de entrar na vala comum (PLC 296/09), pagando 11% de previdência e prestes a sermos incluídos no PLC 393/07 que nos remeterá ao teto do INSS na reserva, não há mais nenhuma vantagem em nossa "carreira".

Talvez nossa entidade não saiba o mal causado a TODA tropa da BM. De Soldado a capitão pagaremos pelo aumento dos Oficiais Superiores. Inativos, pagarão 11% acima do teto do INSS. Entregamos de bandeja um direito histórico. Lamentável. Quero deixar meu profundo pesar por esta concordância da ASOFBM, que terminará seu mandato de forma MELANCÓLICA. Que barbaridade ver a ASOFBM assinar uma nota pública parabenizando o comando da força e dizendo que avançamos.

Lamentável. Srs Oficiais, estamos nas mãos das praças, únicos que podem com altivez tentar reverter esta situação catastrófica.Estamos de luto. Não falem mais de 1994, fizeram muito pior... Cap monteiro, diretor jurídico e com vergonha na cara. Lucas, tu és meu presidente! Vai a luta, contamos contigo!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ABAMF e ASSTBM convocam Assembleia Geral contra pacote do governo Yeda para os Brigadianos


Como resposta, ao governo estadual, pelo encaminhamento ao Legislativo, com pedido de urgência, de projetos que não satisfazem, minimamente, os praças da BM, a ABAMF e a ASSTBM convocam ASSEMBLEIA GERAL da categoria, dia 24 de novembro, às 11hs, no Auditório da Assembleia Legislativa do Estado do RS.

As duas associações de brigadianos esclarecem que nunca concordaram com as propostas encaminhadas pelo governo estadual que somente foram conhecidas após a chegada ao Legislativo. As entidades reafirmam também que é inaceitável aumento diferenciado dentro da BM, sendo pedido permanente das duas representações de praças da Brigada Militar que os percentuais de aumento sejam o mesmo para toda a categoria, no mesmo índice oferecido aos oficiais superiores.


Os projetos do pacote Yeda, que chegaram aos deputados estaduais, trazem prejuízos aos brigadianos:


1) A contribuição da Previdência aumenta de 5,4% para 11%, sendo pago por ativos e inativos( PLC 296/2009). Soma-se ainda 3,1 de saúde + 2% da Lei Brito, num total de desconto que chega a 16,1%.


2) O Projeto de Lei 297/2009 concede correção salarial de 9,1% (em março de 2010) somente para soldados, excluindo sargentos, tenentes e capitães. O índice não atende os pedidos das associações que desejam correção o mesmo índice concedido aos oficiais superiores.


3) De acordo com o PL 298/2009, encaminhado pela governadora ao Legislativo, a matriz salarial receberá incremento de 5% do resultado positivo da receita liquida do estado, destinando apenas R$ 87 milhões - dividido entre toda a segurança pública - no próximo ano. Em caso de déficit nas contas do governo o índice será zero, ou seja, não haverá correção salarial.


4) O Projeto de Lei 299/2009 concede reajuste de 19,90%, retroativo a março de 2009, somente para coronel, tenente-coronel e major


Se você também rejeita essas propostas compareça a ASSEMBLEIA GERAL.


Vamos mostrar à governadora que OS BRIGADIANOS MERECEM MAIS RESPEITO

Fonte: http://www.abamf.com.br/

Que nós merecemos mais respeito todo mundo sabe. Mas vão decidir o que nessa assembléia? Não temos mais o apoio da Asof, então acho que a ABAMF e a ASSTBM vão ter que redobrar seus esforços e promover uma união sem precedentes entre os praças da Brigada Militar, senão...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Nossos Policiais estão sofrendo



Tortura, assédio moral, corrupção: é o que mostra a maior pesquisa já feita nas polícias do país

NELITO FERNANDES



A vida de policial no Brasil não é fácil. E raramente dá motivos para se orgulhar. Os salários são baixos, o treinamento é falho, as armas e os equipamentos são insuficientes para enfrentar o crime. Isso, todos sabem. Mas, até agora, pouca gente havia se preocupado em saber o seguinte: O que pensam os profissionais de segurança pública no Brasil. Esse é o nome de uma pesquisa inédita feita com 64 mil policiais em todo o país pelo Ministério da Justiça em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Com 115 páginas, o estudo, cuja íntegra foi obtida em primeira mão por ÉPOCA, mostra, em números, não só quanto o policial brasileiro é despreparado, mas também como ele é humilhado por seus superiores, torturado nas corporações e discriminado na sociedade. O levantamento revela quem são e o que pensam os policiais – e quais suas sugestões para melhorar a segurança no país. Se o diagnóstico feito pelos próprios agentes é confiável, a situação que eles vivem é desalentadora: um em cada três policiais afirma que não entraria para a polícia caso pudesse voltar no tempo. Para muitos deles, a vida de policial traz mais lembranças ruins do que histórias de glória e heroísmo.


O PM aposentado Wanderley Ribeiro, de 60 anos, hoje presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Rio de Janeiro, faz parte de um dado sombrio das estatísticas que a pesquisa revela. Como ele, 20% dos agentes de segurança afirmam ter sido torturados durante o treinamento. Trata-se de um índice altíssimo – um em cada cinco. Segundo Ribeiro, em seu curso de formação ele foi levado a uma sala escura com outros recrutas. Os oficiais jogaram bombas de gás lacrimogêneo e trancaram a porta. Do lado de dentro, os recrutas gritavam desesperados implorando para sair. Muitos desmaiaram. “Quando eles abriram a porta, nós já saímos levando socos e chutes e sendo xingados”, afirma Ribeiro. “Tive de fazer tratamento médico porque fiquei com problemas respiratórios.” E qual é a razão desse tipo de “treinamento”? “Eles tratam o policial como um animal, dizem que o PM tem de ser um animal adestrado. Depois, soltam esse animal em cima da sociedade”, diz.


Além da tortura, os policiais são vítimas de assédio moral e humilhações. Em Manaus, um oficial que prefere não se identificar conta que foi impedido de sair do serviço no Dia das Mães. “Eu estava saindo e me perguntaram se eu tinha servido água no jarro do instrutor. Eu tinha esquecido”, diz. “Eles me fizeram passar o dia enchendo um bebedouro de 300 litros com uma tigela onde só cabiam 300 mililitros”, afirma o PM, que publicou num blog imagens de alunos fazendo flexões com a cara virada para um meio-fio imundo.


“A pesquisa demonstra que há um sofrimento psicológico muito intenso. Essa experiência de vida acaba deformando esses policiais, que tendem a despejar sobre o público essa violência”, diz o sociólogo Marcos Rolim, professor de direitos humanos do Centro Universitário Metodista e um dos autores do estudo. “Passamos os anos da ditadura encarando os policiais como repressores e defendemos os direitos humanos, mas nos esquecemos dos direitos humanos dos próprios policiais.”


O levantamento mostra também que casos como o da morte do coordenador do AfroReggae Evandro João da Silva não são fatos isolados, como frequentemente os comandantes procuram fazer crer. Evandro levou um tiro de um assaltante e morreu sem socorro. Um capitão e um sargento abordaram os bandidos e, em vez de prendê-los, ficaram com o tênis e a jaqueta de Evandro, roubados por eles. A corrupção é prática comum na corporação, e os oficiais como o capitão são até mais condescendentes com ela do que os praças. Entre os policiais de alta patente, 41,3% disseram que fingiriam não ter visto um colega recebendo propina. Já entre os praças, o porcentual cai para 21,6%. Chama a atenção o número dos superiores que ainda tentariam se beneficiar da propina: 5,1% dos delegados e 2,8% dos oficiais da PM disseram que pediriam sua parte também, em comparação a 3,7% dos policiais civis e 2,1% dos praças. Paradoxalmente, 78,4% dos policiais consideram “muito importante” combater a corrupção para melhorar a segurança no país.


São números que explicam por que a polícia é tão estigmatizada pela sociedade: 61,1% dos agentes dizem que já foram discriminados por causa de sua profissão. Tanta carga negativa faz com que policiais até escondam sua vida profissional. Tenente da PM do Rio, Melquisedec Nascimento diz que um namoro recente acabou porque os pais da moça não aceitavam que ela ficasse com um policial. “Você só pode dizer que é da polícia depois que a mulher está apaixonada. Se disser antes, ela corre. Todo mundo acha que o policial é um brucutu corrupto. Outro dia eu ia a uma festa e o amigo soletrou para mim o nome da rua: ‘Claude Monet’. Ele achou que só porque eu sou policial não saberia quem foi Monet”, diz ele.

Fonte: Revista Época

sábado, 7 de novembro de 2009

Forças Armadas poderão desempenhar ações de polícia

Como mais uma forma de desprestigiar as instituições policiais, “tapar o sol com a peneira” e demonstrar mais uma vez o total descaso com a segurança pública, o governo federal agora quer dar poder de polícia às Forças Armadas.

A proposta foi encaminhada no último dia 23 de setembro pelo Ministro da Defesa Nelson Jobim ao Presidente da República e depois deverá ser encaminhada ao Congresso. Se aprovada, então a Marinha, Exército e Força Aérea passarão a fazer ações de patrulhamento; revista de pessoas, de veículos terrestres, de embarcações e de aeronaves; e prisões em flagrante delito.

Enquanto isto, as nossas fronteiras continuam terra de ninguém, onde traficantes, imigrantes ilegais, guerrilheiros, foragidos entram e saem livremente carregando todo e qualquer tipo de armamento e drogas que depois irão parar nas favelas do Rio de Janeiro, São Paulo e outras grandes cidades, alimentando a guerra do tráfico, abastecendo quadrilhas, ceifando vidas de inocentes.

Esse tipo de proposta me traz à tona os lamentáveis fatos ocorridos no Rio de Janeiro na segunda quinzena de outubro, quando mais de quarenta pessoas morreram, ônibus foram queimados e por mais incrível que pareça, um helicóptero da Polícia Militar foi derrubado e três PMs morreram carbonizados.

O governo federal parece preocupado e quase desesperado para encontrar uma solução para a criminalidade crescente, ao contrário do que disse o secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrame, que num surto psicótico e desprovido de qualquer bom senso disparou o absurdo de dizer que os traficantes derrubaram um helicóptero da PM porque (eles, os traficantes) “estão desesperados em busca de espaço”.

Mas essa proposta do Ministro da Defesa tem um motivo que preocupa o governo: a realização daqui a menos de cinco anos da Copa do Mundo. Preocupação demais, competência de menos, o governo agora acha que dar poder de polícia aos militares das Forças Armadas deverá resolver. A última vez em que os despreparados militares do Exército, - diga-se de passagem, despreparados para a atividade policial – se fizeram presentes nos morros cariocas, todos lembram a merda que deu. Onze militares do Exército, entre eles um Oficial foram presos por entregarem três rapazes a traficantes do morro da Mineira, controlado pela facção ADA (Amigos dos Amigos), rival do CV (Comando Vermelho) que controla o morro da Providência.

Mas alguém vai perguntar: Será que a própria polícia nunca fez nada parecido? A resposta é muito provável que sim ou até pior. Policiais envolvidos com traficantes, quadrilheiros e bicheiros estão nas mãos destes criminosos num nebuloso caminho sem volta. E não são apenas os “peões”, mal remunerados, mas aqueles que ocupam os mais altos cargos na cúpula de batalhões e delegacias.

Nenhum governo no mundo conseguiu diminuir os índices de criminalidade sem antes fazer uma faxina na própria polícia. Faz-se urgente uma série de medidas, tais como um controle ferrenho de nossas fronteiras terrestre, marítima e aérea, com militares bem treinados e equipados com tecnologia de ponta; a expulsão sumária de marginais na polícia militar, polícia civil e federal; um grande investimento na construção de penitenciárias federais e estaduais; política de tolerância zero com pequenos delitos; salário digno e que incentive o policial a dedicar-se exclusivamente à sua atividade valorizando-a, tendo literalmente o receio de transgredir regras que certamente lhe conduzirão à punição e a perda do cargo e da remuneração atraente; um código penal e um código de processo penal mais rigoroso e que não permitam tantas benevolências a criminosos; extinção de indultos e saídas temporárias para presos.

A criação de mais batalhões nas fronteiras secas para o Exército, com soldados profissionais, concursados, bem pagos, bem armados, equipados e bem treinados, ao invés de recrutas alistados; nas fronteiras separadas por rios, batalhões de Fuzileiros Navais. E teriam todos que estar preparados para pelo menos no início, enfrentar uma guerra contra traficantes dispostos a não perder facilmente seus “negócios”.

Mudanças radicais na segurança pública exigem muita vontade política. Segurança é um tema que não dá muitos votos, mas que tira muitos. E político brasileiro se preocupa mesmo é com isso, infelizmente.

Um grande exemplo de que mudanças radicais para bem, dão certo, é a cidade de Nova Iorque, EUA. Na era do prefeito Rudolph Giuliani, a polícia recebeu poderes e recursos excepcionais. A cidade era considerada um caso perdido, assim como hoje é o Rio de Janeiro. Policiais com desvio de conduta foram expulsos e trancafiados em penitenciárias, alguns condenados à pena de prisão perpétua estão na cadeia até hoje.

Mas esta não foi apenas a obra de um prefeito (a polícia em Nova York é municipal), mas um esforço coletivo. Foi formulada por dois veteranos do combate ao crime, George Kelling e William Bratton que desenvolveram uma estratégia baseada em dois conceitos fundamentais: O primeiro é que mesmo os menores crimes precisam ser coibidos com todo o rigor da lei. O objetivo é criar uma consciência de "ordem civil" e desencorajar delitos maiores. "A lei do silêncio ou a que proíbe beber na rua têm de ser impostas com o mesmo rigor da que pune o roubo e o homicídio", preconiza Bratton. Quem bebia na rua, ou mendigava, por exemplo, era imediatamente preso. O segundo conceito, muito menos mencionado do que o primeiro, é que um policial é remunerado e promovido conforme sua produtividade medida não pelas prisões que ele faz, mas pela diminuição no número de crimes na sua área de atuação.

As comparações são inevitáveis. Hoje se mata mais gente num final de semana em São Paulo do que em seis meses em Nova York.

Concluo este post convencido de que o papel das Forças Armadas no combate à criminalidade é fundamental, desde que sejam empregados num controle severo de nossas fronteiras e não esse “faz de conta” que existe hoje como em Foz do Iguaçú, só para citar um exemplo, onde se fiscaliza só os pobre coitados enquanto traficantes e contrabandistas “pintam e bordam” na cara dos militares.

Psicóloga X Cazuza

Agradeço a colaboração do colega Soldado Echeverria, do 6° BPM/Rio Grande, que me enviou esta mensagem. As marcações e grifos no texto são da autora.


Esse cidadão dizia "todos os meus heróis morreram de overdose".

..... E ainda era aplaudido.

Uma psicóloga que escreveu, corajosamente sobre o falecido cantor Cazuza.

Uma psicóloga que assistiu ao filme escreveu o seguinte texto:

'Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora.. As pessoas estão cultivando ídolos errados..

Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza?

Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível.

Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado.

No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.

São esses pais que devemos ter como exemplo?

Cazuza só começou a gravar porque o pai era diretor de uma grande gravadora..

Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.

Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.


Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas, fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.

Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?

Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.

Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissessem NÃO quando necessário?

Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor .

Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar.. Não se preocupem em ser 'amigo' de seus filhos.

Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre.'


Karla Christine

Psicóloga Clínica


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ABRAÇOS

Quanto vale a sua vida? Pergunte a quem te ama.


Recentemente, um policial me perguntou qual é a melhor maneira para se portar uma arma de fogo quando se está à paisana: se na pochete ou a tiracolo.

Bem, isso depende de quanto dinheiro você está disposto a investir.

Se você possui um plano de assistência funerária, sua família não terá qualquer despesa com seu enterro, pois você já pagou a despesa antecipadamente, que, diga-se de passagem, pode variar de R$ 1.450,00 (plano simples) a R$ 17.280,00 (plano luxuoso).

Porém, sem um plano funeral os custos ainda podem ser altos. Um funeral simples pode ser feito por apenas R$ 300,00. Mas, se seus familiares desejarem algo melhor pra você, os gastos podem chegar a R$ 7.480,00. Nos dois casos estão incluídos a remoção, a limpeza e tamponamento do seu corpo; o caixão, flores, véu, velas, castiçais e a coroa. O que muda é o tipo de material usado, podendo ser o mais simples ou o mais aprimorado e moderno.

Para realizar o velório numa capela de um cemitério, sua família precisa pagar uma taxa de R$ 50,00. Se você já possui um túmulo, “ótimo”! Entretanto, para comprar o jazigo, talvez alguém tenha que gastar R$ 600,00 por um jazigo simples ou R$ 1.500,00 por um duplo. A maioria das pessoas provavelmente escolhe comprar o jazigo simples.

O mármore ou granito que revestirá seu túmulo pode custar de R$ 1.700,00 a R$ 4.000,00, dependendo do tipo de material e o modelo da lápide. E ainda tem o padre e a missa de sétimo dia...

Então, serão utilizados ao menos R$ 2.650,00 no seu enterro, considerando R$ 300,00 pelo funeral simples, R$ 50,00 pela capela, R$ 600,00 pelo jazigo simples e R$ 1.700,00 pela lápide simples.

Agora, do mesmo modo que seus familiares podem escolher entre um funeral simples ou aprimorado, você também pode escolher um coldre molambento, uma pochete “saque rápido” ou pode comprar um coldre importado de polímero por R$ 99,00 e um porta-carregador duplo também por R$ 99,00. No total, isso vai lhe custar R$ 198,00, quer dizer, bem mais barato que seu enterro. E não adianta comparar com o seu salário, pois ainda assim é mais barato!

Armas não combinam com pochetes ou bolsas a tiracolo. E o motivo é simples: se você for pego de surpresa, o que você acha que o assaltante vai tomar de você primeiro? Ele vai tomar sua bolsa, sua pochete, e depois as outras coisas. Então, num piscar de olhos você vai perder a única ferramenta capaz de te dar alguma chance para salvar sua vida.

E o pior, se o criminoso for um assassino nato, e se ele perceber que sua pochete ou bolsa está mais pesada do que o normal, talvez ele a abra. Se ele fizer isso, talvez atire em você simplesmente porque encontrou sua arma, mesmo que você já esteja rezando e implorando por sua vida.

Arma de fogo deve ser portada num coldre de qualidade e na cintura. O investimento parece caro, cerca de R$ 200,00, para um bom coldre de polímero. Contudo, ainda é mais barato que sua arma, muito mais barato que seu funeral, e sem comparação com a falta que você vai fazer para sua família.

Mas o que você precisa fazer para portar uma arma no coldre sem que pareça estar armado? Comprar camisas mais largas ainda, experimentá-las no vestiário da loja com a arma no coldre e na cintura. Simples assim!

Lembre-se, você não está num desfile de moda. Você está na polícia!


Humberto Wendling é Agente de Polícia Federal e Instrutor de Armamento e Tiro lotado na Delegacia de Polícia Federal em Uberlândia/MG.

E-mail: humberto.wendling@ig.com.br
Blog: http://comunidadepolicial.blogspot.com